quarta-feira, 25 de junho de 2008
ai ai...
Nossa, isso aqui anda no abandono total... e eu já andei por tantos lugares depois da última parada que nem dou conta... Mas uma hora volto... muita hora nessa calma... Tempo tempo tempo é o que não tenho... rs
domingo, 9 de março de 2008
Belém do Pará

Chegar em Belém foi um alívio... Depois de tanto tempo entre os rios e cidadezinhas, foi muito bom chegar lá. E a primeira coisa foi cumprir uma promessa: deixamos tudo na casa de uma sobrinha da Fran, achamos um shopping Iguatemi e fomos comer um Big Mac logo de manhã. Eu nem gosto muito dessas coisas, mas andar limpinha pelo shopping, assim de banho tomado, cabelo penteado, roupa limpa... E comer porcaria! Isso me trouxe um pouco para a realidade, e nem foi ruim.
Tinha as piores referências de Belém - que era suja, perigosa, violenta... Pode até ser, mas nada pior que São Paulo, e daí você nem nota. Andei pelo centro, fui ao mercado Ver-o-Peso, (que é a única coisa que se divulga de Belém, e a menos interessante...), vi um pôr-do-sol incrível, o céu com as cores mais fantásticas... Passamos um dia ali, fomos para Marajó e voltamos para mais um dia. Comemos Tapioca, visitamos museus, tomamos água de coco. Ah! e vimos vários urubus pela cidade, para não perder o costume!! hehe! Gostei de lá!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Como esquecer do Presidente? - volta no tempo!!!
Pulei uma parte super mega bacana do Amazonas - Presidente Figeuiredo!!
Não só pela paisagem que é espetacular, mas principalmente pelas pessoas ótimas que estiveram comigo lá!!!
Uma zona de cachoeiras, com uma história bem interessante. Quando foram fundar a cidade (que era para ser em homenagem ao Presidente Figueiredo, que não quis, daí inventaram um
presidente de capitania, que não sei dizer se é da época do descobrimento...), criaram essa cidade no meio de uma área que era indígena. Para isso, na década de 60 (ontem!!) mataram muitos muitos índios numa super mega master chacina... Eles foram realocados em outra área, que fica no
presidente de capitania, que não sei dizer se é da época do descobrimento...), criaram essa cidade no meio de uma área que era indígena. Para isso, na década de 60 (ontem!!) mataram muitos muitos índios numa super mega master chacina... Eles foram realocados em outra área, que fica no meio da Estrada para a Venezuela, e restringem o horário de passagem dos brancos por lá... e conhecendo eu a história, como posso criticar??
A estrada que vai dar na Venezuela
Laura, Sueli, Lucas, Izzy, Ju, Rick, valeu por esse dia bem legal!!!

Ps: Eu troquei uma ida a Novo Airão (onde disseram que com certeza haveria botos, por esse passeio... Não me arrependo, mas fui enganada... Porque me garantiram que eu teria um monte de botos na viagem até Belém... Seria uma vingança dos botos por terem sido trocados???
E o Cisne Branco (Dos infernos!!) segue viagem...

E fomos no barco, assim, lá embaixo, junto com o motor e todos os demais seres inimagináveis e assustadores que podiam tirar meu sono... O barco lotado como sempre, aos poucos a galera de cima foi se juntando aos bons (nós!!) no quase porão (não que fossemos mais legais, mas é que lá em cima não dava para se mexer).
Depois de abandonar o super pôr-do-sol, a primeira visão que tivemos no barco foi um morcego quase em cima da minha cabeça... E os Carapanãs, e maruins (ou algo parecido) e besouros mais potentes que os da USP, aos montes!! Claro que eu dei vários escândalos por conta deles...
Depois de abandonar o super pôr-do-sol, a primeira visão que tivemos no barco foi um morcego quase em cima da minha cabeça... E os Carapanãs, e maruins (ou algo parecido) e besouros mais potentes que os da USP, aos montes!! Claro que eu dei vários escândalos por conta deles...
A comida então, foi uma prova de vida... uma senhora (que me fez até um cafuné -???!!!- no último dia, enquanto andava pelo barco cantando salmos, e eu lia na rede) nos acordava com um apito às cinco da matina para tomar café, 10h da manhã para almoçar, jantar as 16:30 e você que não sentisse fome até o amanhecer!!!
Tá que a comida era horrorosa, e a que sopa do último dia comi quase chorando (porque quiabo na sopa ninguém merece.).. Mas Ah!! Lá a gente comia com vista para o rio, e via de lado a comida do camarote que era bem melhor... (mas isso não significa que fosse boa... hehe...).
Mas como Deus tem piedade, apareceram algumas crianças com canoinhas vendendo Cacau e Jambo a preço de banana, e com mais alguns cocos adiquiridos, chegamos vivos. (Alguém já ouviu a expressão moreno cor de jambo?? Alguém me explica esse jambo cor de rosa???!!!)Essas crianças eram uma miragem, algo inimaginável... O barco seguia rápido (na medida do possível) e elas se atiravam sobre ele com seus mini barquinhos, lançavam um gancho, amarravam suas canoas e trepavam no barco para vender frutas aos passageiros... menininhos de nada, brigando com o rio. Foi algo que me marcou para sempre.
O Estreito de breves também me marcou... aquelas criancinhas (que desde a época da viagem do
Mario de Andrade) ficam nas canoinhas no rio, abanando os bracinhos e esperando que passageiros joguem qualquer coisa para elas buscarem... Desculpem a fraqueza, mas dá enjôo... Não consegui tirar nenhuma foto mais nítida... perdoem minha fraqueza...
Mario de Andrade) ficam nas canoinhas no rio, abanando os bracinhos e esperando que passageiros joguem qualquer coisa para elas buscarem... Desculpem a fraqueza, mas dá enjôo... Não consegui tirar nenhuma foto mais nítida... perdoem minha fraqueza...Uma impressão: fora o Estreito, não há por ali tanta gente pedindo como em Sampa... Eles trabalham, crianças e adultos, e trabalham duro... Dói a alma vê-los assim tão esquecidos... Nos deixa mais tristes, e acho que até mais duros de coração...
Mas ainda assim dá para cantar "O Rio Amazonas continua lindo..." De volta a Sampa sinto falta das tardes intediantes vendo o rio correr, o céu, as nuvens, o sol se pôr e... NENHUM BOTO!!!!!Definitivamente os botos todos (ou quase todos...) fugiram de mim...
Os peruanos que conheci no barco, uma hora me chamaram porque havia vários deles... Quando cheguei, cadê??? Ainda acho que se visse um, ele ia ser moreno alto dos olhos verdes e eu nunca mais ia voltar... Quem rogou praga, hein????
Pois é, mas o barco não foi só desaventuras... na última noite os Peruanos nos convidaram para tomar a pior vodka de todo o universo - korloff... Crianças, fujam desse rótulo!!!
Mas bebemos, e depois ganhamos um resto de 51, e o Ricardo ficou bêbado, nos fez cair da rede, mas foi quase uma festa, e fechamos o barco Cisne Branco dos Infernos com a cachaça do capeta... nem te conto!!
Pela manhã, depois de chuva e vento e frio na viagem, surgiu Belém ao longe... Dias e dias avistando casinhas, flutuantes, cidadezinhas, mato mato mato e o nada... E os prédios me fizeram lembrar que ainda havia civilização na Terra... E tivemos a idéia que prédios deviam ser coloridos, para ser menos cruel qualquer grande cidade.

Meta individual para quando chegássemos à Belém: um número 01 do Mac Donald's pelo amor de Deus!!!! E o calor voltou...
(Essa narrativa, como vocês sabem, está sendo continuada já de São Paulo... Depois de Santarém os dias foram tão intensos, e tão bacanas, e era tão necessário curtir tudo, que eu tinha mais o que fazer que ficar na net, né???)
volto outro dia!!!
NOTA EXPLICATIVA: Para quem não sabe, a grande inspiração dessa jornada foi a viagem similar (e bem mais longa, porque ele não trabalhava mesmo...) que o Mário de Andrade fez e que o levou a escrever livros como Macunaíma... (a viagem dele foi inversa, partiu de Belém, o que é coisa de maluco, porque dá pelo menos dois dias a mais de barco, e ninguém merece, né??), e claro, as histórias contadas por Mary Fran, que dizia que sua cidade era há dois dias de barco de Belém, e eu não podia acreditar... Sou ainda mais fã dela, que saiu de Monte Alegre para estudar Geologia em Belém, anos atrás, quando as mulheres mal saiam de casa... Imagina essa jornada naquela época... Mary Fran, serei sua eterna fã!!!
Porque a gente é alegre!!!
Foto a la Mário de Andrade... Tô tão feinha quanto ele... heheMonte Alegre foi uma experiência a parte!! Seis horas de barco de Santarém, num barco limpinho, com comida boa, e tanto vento que não dava para ir na rede... Balançava que só!!
Mas comer bem mesmo foi na casa da Niza, irmã da Super Mary Fran - tapioquinha, bolo feito pela Pilar, Creme de Cupuaçu, caldeirada de tucunaré... nem te conto... Até me surpreende que voltei mais magra, porque não foi por falta de comer...A cidade é a mais linda do caminho, pena que só ficamos um dia... Do alto, a melhor paisagem de todas. O rio Gurupatuba é uma capítulo a parte - um braço do Amazonas, nessa época meio seco, com uns lagos... Bem bacana. Mary Fran, você está de parabéns!!
Monte alegre foi um retiro e acúmulo de forças para aguentar a viagem até Belém, que foi braba!!
Depois do Navio (Inferno) Santarém, o que nos aguardava era o Cisne Branco (dos Infernos), que
nos levou à Belém, mas antes nos deixou admirar o melhor pôr-do-sol da viagem. E as garças voltando para as árvores... e depois de desatracar o barco, certeza que Belém nunca foi tão longe...
nos levou à Belém, mas antes nos deixou admirar o melhor pôr-do-sol da viagem. E as garças voltando para as árvores... e depois de desatracar o barco, certeza que Belém nunca foi tão longe...PS: Dias e dias de viagem, e nenhum boto até aqui... snif
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Extra Extra!!
Essa não é da viagem, mas é importante!!
Sairam as notas do semestre!! Muito aprovada, a mais nova graduada em Letras que vcs conhecem!! Quem achou que não saia meu diploma??!! Amém!!
Sairam as notas do semestre!! Muito aprovada, a mais nova graduada em Letras que vcs conhecem!! Quem achou que não saia meu diploma??!! Amém!!
Carapanã
Mosquito é uma coisa chata. É muito fácil odiar um mosquito, lá, zunindo, te picando coçando o tempo todo.
Pernilongo torna tudo ainda mais chato, um nome enorme, que parece nome de personagem de desenho animado, mas não tem nada de engraçado... Eu declararia fácil guerra a todos os pernilongos, um nome quase obceno...
Muriçoca então é de matar. O nome em si desperta rancor, não combina com nada, atrapalha o sono só de pensar... Inspira um clamor de morte a todas as muriçocas do mundo!!
Daí descobri o Carapanã. Um nome poético que dói... Repete assim muitas vezes - Carapanã, Carapanã. Carapanã... leva um tempão para a gente aprender, mas depois que guarda, ele te inspira. Repete Carapanã e me diz como odiá-los só porque atrapalham o seu dia com uma coceira que nunca acaba, pertubam o sono com o zunido, mas têm o nome assim tão sonoro. Os Carapanãs têm acabado comigo, mas não tenho forças contra um nome tão bonito... Só repito essa palavra e no fundo penso: Deixai viver os Carapanãs...
Pernilongo torna tudo ainda mais chato, um nome enorme, que parece nome de personagem de desenho animado, mas não tem nada de engraçado... Eu declararia fácil guerra a todos os pernilongos, um nome quase obceno...
Muriçoca então é de matar. O nome em si desperta rancor, não combina com nada, atrapalha o sono só de pensar... Inspira um clamor de morte a todas as muriçocas do mundo!!
Daí descobri o Carapanã. Um nome poético que dói... Repete assim muitas vezes - Carapanã, Carapanã. Carapanã... leva um tempão para a gente aprender, mas depois que guarda, ele te inspira. Repete Carapanã e me diz como odiá-los só porque atrapalham o seu dia com uma coceira que nunca acaba, pertubam o sono com o zunido, mas têm o nome assim tão sonoro. Os Carapanãs têm acabado comigo, mas não tenho forças contra um nome tão bonito... Só repito essa palavra e no fundo penso: Deixai viver os Carapanãs...
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