quarta-feira, 25 de junho de 2008

ai ai...

Nossa, isso aqui anda no abandono total... e eu já andei por tantos lugares depois da última parada que nem dou conta... Mas uma hora volto... muita hora nessa calma... Tempo tempo tempo é o que não tenho... rs

domingo, 9 de março de 2008

Belém do Pará


Chegar em Belém foi um alívio... Depois de tanto tempo entre os rios e cidadezinhas, foi muito bom chegar lá. E a primeira coisa foi cumprir uma promessa: deixamos tudo na casa de uma sobrinha da Fran, achamos um shopping Iguatemi e fomos comer um Big Mac logo de manhã. Eu nem gosto muito dessas coisas, mas andar limpinha pelo shopping, assim de banho tomado, cabelo penteado, roupa limpa... E comer porcaria! Isso me trouxe um pouco para a realidade, e nem foi ruim.

Tinha as piores referências de Belém - que era suja, perigosa, violenta... Pode até ser, mas nada pior que São Paulo, e daí você nem nota. Andei pelo centro, fui ao mercado Ver-o-Peso, (que é a única coisa que se divulga de Belém, e a menos interessante...), vi um pôr-do-sol incrível, o céu com as cores mais fantásticas... Passamos um dia ali, fomos para Marajó e voltamos para mais um dia. Comemos Tapioca, visitamos museus, tomamos água de coco. Ah! e vimos vários urubus pela cidade, para não perder o costume!! hehe! Gostei de lá!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Como esquecer do Presidente? - volta no tempo!!!

Pulei uma parte super mega bacana do Amazonas - Presidente Figeuiredo!!
Não só pela paisagem que é espetacular, mas principalmente pelas pessoas ótimas que estiveram comigo lá!!!

Uma zona de cachoeiras, com uma história bem interessante. Quando foram fundar a cidade (que era para ser em homenagem ao Presidente Figueiredo, que não quis, daí inventaram um presidente de capitania, que não sei dizer se é da época do descobrimento...), criaram essa cidade no meio de uma área que era indígena. Para isso, na década de 60 (ontem!!) mataram muitos muitos índios numa super mega master chacina... Eles foram realocados em outra área, que fica no
meio da Estrada para a Venezuela, e restringem o horário de passagem dos brancos por lá... e conhecendo eu a história, como posso criticar??

A estrada que vai dar na Venezuela


Laura, Sueli, Lucas, Izzy, Ju, Rick, valeu por esse dia bem legal!!!




Ah, e claro, é de lá a minha super foto da minha super Tapioca com Tucumã!!!
Ps: Eu troquei uma ida a Novo Airão (onde disseram que com certeza haveria botos, por esse passeio... Não me arrependo, mas fui enganada... Porque me garantiram que eu teria um monte de botos na viagem até Belém... Seria uma vingança dos botos por terem sido trocados???

E o Cisne Branco (Dos infernos!!) segue viagem...


E fomos no barco, assim, lá embaixo, junto com o motor e todos os demais seres inimagináveis e assustadores que podiam tirar meu sono... O barco lotado como sempre, aos poucos a galera de cima foi se juntando aos bons (nós!!) no quase porão (não que fossemos mais legais, mas é que lá em cima não dava para se mexer).
Depois de abandonar o super pôr-do-sol, a primeira visão que tivemos no barco foi um morcego quase em cima da minha cabeça... E os Carapanãs, e maruins (ou algo parecido) e besouros mais potentes que os da USP, aos montes!! Claro que eu dei vários escândalos por conta deles...

A comida então, foi uma prova de vida... uma senhora (que me fez até um cafuné -???!!!- no último dia, enquanto andava pelo barco cantando salmos, e eu lia na rede) nos acordava com um apito às cinco da matina para tomar café, 10h da manhã para almoçar, jantar as 16:30 e você que não sentisse fome até o amanhecer!!!
Tá que a comida era horrorosa, e a que sopa do último dia comi quase chorando (porque quiabo na sopa ninguém merece.).. Mas Ah!! Lá a gente comia com vista para o rio, e via de lado a comida do camarote que era bem melhor... (mas isso não significa que fosse boa... hehe...).

Mas como Deus tem piedade, apareceram algumas crianças com canoinhas vendendo Cacau e Jambo a preço de banana, e com mais alguns cocos adiquiridos, chegamos vivos. (Alguém já ouviu a expressão moreno cor de jambo?? Alguém me explica esse jambo cor de rosa???!!!)

Essas crianças eram uma miragem, algo inimaginável... O barco seguia rápido (na medida do possível) e elas se atiravam sobre ele com seus mini barquinhos, lançavam um gancho, amarravam suas canoas e trepavam no barco para vender frutas aos passageiros... menininhos de nada, brigando com o rio. Foi algo que me marcou para sempre.

O Estreito de breves também me marcou... aquelas criancinhas (que desde a época da viagem do Mario de Andrade) ficam nas canoinhas no rio, abanando os bracinhos e esperando que passageiros joguem qualquer coisa para elas buscarem... Desculpem a fraqueza, mas dá enjôo... Não consegui tirar nenhuma foto mais nítida... perdoem minha fraqueza...

Uma impressão: fora o Estreito, não há por ali tanta gente pedindo como em Sampa... Eles trabalham, crianças e adultos, e trabalham duro... Dói a alma vê-los assim tão esquecidos... Nos deixa mais tristes, e acho que até mais duros de coração...
Mas ainda assim dá para cantar "O Rio Amazonas continua lindo..." De volta a Sampa sinto falta das tardes intediantes vendo o rio correr, o céu, as nuvens, o sol se pôr e... NENHUM BOTO!!!!!

Definitivamente os botos todos (ou quase todos...) fugiram de mim...
Os peruanos que conheci no barco, uma hora me chamaram porque havia vários deles... Quando cheguei, cadê??? Ainda acho que se visse um, ele ia ser moreno alto dos olhos verdes e eu nunca mais ia voltar... Quem rogou praga, hein????

Pois é, mas o barco não foi só desaventuras... na última noite os Peruanos nos convidaram para tomar a pior vodka de todo o universo - korloff... Crianças, fujam desse rótulo!!!
Mas bebemos, e depois ganhamos um resto de 51, e o Ricardo ficou bêbado, nos fez cair da rede, mas foi quase uma festa, e fechamos o barco Cisne Branco dos Infernos com a cachaça do capeta... nem te conto!!

Pela manhã, depois de chuva e vento e frio na viagem, surgiu Belém ao longe... Dias e dias avistando casinhas, flutuantes, cidadezinhas, mato mato mato e o nada... E os prédios me fizeram lembrar que ainda havia civilização na Terra... E tivemos a idéia que prédios deviam ser coloridos, para ser menos cruel qualquer grande cidade.



Meta individual para quando chegássemos à Belém: um número 01 do Mac Donald's pelo amor de Deus!!!! E o calor voltou...

(Essa narrativa, como vocês sabem, está sendo continuada já de São Paulo... Depois de Santarém os dias foram tão intensos, e tão bacanas, e era tão necessário curtir tudo, que eu tinha mais o que fazer que ficar na net, né???)

volto outro dia!!!

NOTA EXPLICATIVA: Para quem não sabe, a grande inspiração dessa jornada foi a viagem similar (e bem mais longa, porque ele não trabalhava mesmo...) que o Mário de Andrade fez e que o levou a escrever livros como Macunaíma... (a viagem dele foi inversa, partiu de Belém, o que é coisa de maluco, porque dá pelo menos dois dias a mais de barco, e ninguém merece, né??), e claro, as histórias contadas por Mary Fran, que dizia que sua cidade era há dois dias de barco de Belém, e eu não podia acreditar... Sou ainda mais fã dela, que saiu de Monte Alegre para estudar Geologia em Belém, anos atrás, quando as mulheres mal saiam de casa... Imagina essa jornada naquela época... Mary Fran, serei sua eterna fã!!!

Porque a gente é alegre!!!

Foto a la Mário de Andrade... Tô tão feinha quanto ele... hehe

Monte Alegre foi uma experiência a parte!! Seis horas de barco de Santarém, num barco limpinho, com comida boa, e tanto vento que não dava para ir na rede... Balançava que só!!

Mas comer bem mesmo foi na casa da Niza, irmã da Super Mary Fran - tapioquinha, bolo feito pela Pilar, Creme de Cupuaçu, caldeirada de tucunaré... nem te conto... Até me surpreende que voltei mais magra, porque não foi por falta de comer...

A cidade é a mais linda do caminho, pena que só ficamos um dia... Do alto, a melhor paisagem de todas. O rio Gurupatuba é uma capítulo a parte - um braço do Amazonas, nessa época meio seco, com uns lagos... Bem bacana. Mary Fran, você está de parabéns!!
Monte alegre foi um retiro e acúmulo de forças para aguentar a viagem até Belém, que foi braba!!
Depois do Navio (Inferno) Santarém, o que nos aguardava era o Cisne Branco (dos Infernos), que nos levou à Belém, mas antes nos deixou admirar o melhor pôr-do-sol da viagem. E as garças voltando para as árvores... e depois de desatracar o barco, certeza que Belém nunca foi tão longe...
PS: Dias e dias de viagem, e nenhum boto até aqui... snif

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Extra Extra!!

Essa não é da viagem, mas é importante!!
Sairam as notas do semestre!! Muito aprovada, a mais nova graduada em Letras que vcs conhecem!! Quem achou que não saia meu diploma??!! Amém!!

Carapanã

Mosquito é uma coisa chata. É muito fácil odiar um mosquito, lá, zunindo, te picando coçando o tempo todo.
Pernilongo torna tudo ainda mais chato, um nome enorme, que parece nome de personagem de desenho animado, mas não tem nada de engraçado... Eu declararia fácil guerra a todos os pernilongos, um nome quase obceno...
Muriçoca então é de matar. O nome em si desperta rancor, não combina com nada, atrapalha o sono só de pensar... Inspira um clamor de morte a todas as muriçocas do mundo!!
Daí descobri o Carapanã. Um nome poético que dói... Repete assim muitas vezes - Carapanã, Carapanã. Carapanã... leva um tempão para a gente aprender, mas depois que guarda, ele te inspira. Repete Carapanã e me diz como odiá-los só porque atrapalham o seu dia com uma coceira que nunca acaba, pertubam o sono com o zunido, mas têm o nome assim tão sonoro. Os Carapanãs têm acabado comigo, mas não tenho forças contra um nome tão bonito... Só repito essa palavra e no fundo penso: Deixai viver os Carapanãs...

O Paraíso




Claro que Deus cuida dos bêbados, das crianças e dos sem juízo. Depois de dois dias no Navio Inferno Santarém, chegamos a cidade de Santarém, e por alguns dias tudo foi melhor. Santarém é uma cidade maiorzinha, também na margem do rio Amazonas e longe de qualquer lugar. Mas fomos muito bem recepcionados pela Eliana (contatos da Mary Fran), com direito a café da manhã, e um quarto para armar as redes com bastante espaço. E conhecemos o oasis - Alter do Chão.
Nunca tinha escutado falar desse lugar. É uma praia de rio, que parece o mar - águas claras, sossego, areia branquinha, e muita preguiça um dia inteiro... De contratempo, só Ju que escorregou na canoa, pisou no remo e eu tomei uma remada na cabeça... meu senso de direção parece que melhorou depois disso... hehe - Doeu pra inferno!! Mas tô 100%.

Nunca imaginei que pudesse existir um lugar desse assim escondido. Depois deixo uma foto pra vcs ficarem com água na boca!!

Monte Alegre merece calma, e um capítulo a parte!!

ps: já tô na Ilha de marajó... acho que só ponho isso em dia quando voltar a Sampa!



... alguém me diz: cadê o boto???

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O Navio Santarém



"Nobady said it was easy, but no one ever said it would be this hard..."





Pois é, meu amigo Helter havia me avisado que o barco para Belém não seria melhor que o de Borba... Eu acreditei, mas a gente nunca está muito preparado para a catastrofe...
Pois é, fomos cedo, atamos a rede, e foi entrando gente... E entrou gente, e entrou mais gente... E estávamos já todos bem unidos, quando um cara da tripulação queria enfiar a rede de uma mulher com duas criancas atravessado por cima da gente... e eu falei que não dava, e ele começou a gritar, e eu disse que eu também tinha pago a passagem que o lugar ali era marcado (e era, mas eles não respeitam) e ele disse que eu era uma folgada, e eu disse que não ia discutir com ele, que queria alguem que mandasse, e ele falou que ia mandar o gerente me por pra fora do barco... Como eu nunca tive medo de gerente... Mandei ele por mesmo, e virou uma zona, e conheci o comandante, os camareiros, os fantasmas do barco, só o gerente sumiu... Daí o pessoal arrumou outro canto para a mulher, e eu tentei ligar nas capitania dos portos, mas o numero disponível no barco era invalido, e depois de ficar duas horas numa fila pra trocar a passagem que ja tinha pago, o pilantra veio doce querer me passar na frente... Rapaz, o que magoa não é o aperto, é a desorganização... As pessoas são totalmente maltratadas, eles tratam todos como nada (na hora de embarcar, de dar a comida), e ninguem reclama!!! É todo mundo muito simples, um povo lindo que não merecia ser tão desrespeitado. Era só alguem gritar um pouquinho com eles... Alguém precisava fazer a revolução por aqui... Um rapaz da tripulação me contou que tinha pelo menos trinta pessoas acima da lotação máxima (e deve ter um monte de gente naquela zona que não paga e não entra na contagem...)
Engraçado - o Nordeste é difícil porque falta água, comida, etc... Aqui não falta água, não falta comida, falta definitivamente educação e vontade política. Olhando a cara dos gringos naquela zona, eu fiquei com vergonha de ser brasileira.
A zona que é a capitania dos portos no norte do país é nojento. E esse povo não tem opção de escolha, não pode pegar outro barco, cada um paga um valor diferente na passagem (sabe o quer pagar quanto?) e não tem outra forma de viajar. Como turismo é uma grande experiência, para perceber que não temos um Brasil, mais vários, e arrisco dizer que injusto em vários aspectos diferentes. De nada vale ter a melhor vista, se o povo mesmo, é invisível.
Mas consegui viajar, até Santarém. Cansativo, difícil, desconfortável, a comida meia boca. Mas o melhor pôr-do-sol, o céu mais estrelado, e de vez em quando a rede balança, e ouvi muitas histórias, e conversei com muita gente bacana, me contaram algumas mentiras, me diverti com todas elas... É assim bem marcante. E depois de muita luta e bons momentos chegamos em Santarém, pra uma grande surpresa.... Entretanto, nada de boto... Aiaiai

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Fake Amazon e o grande encontro

Essa foto eu dedico a minha mae. Totalmente fake - a cobra é civilizada, pede a benção, discute politica e só nao recebe ela mesma o cachê porque é submetida a trabalho escravo. Me senti bem mal depois, mas sempre quis pegar uma cobra... Sem malícia!

Lembra da dupla rio Negro e Solimoes? O clarinho é o Solimoes, ou outro o rio Negro, e a do meio sou eu, na minha manhã de turista no último...

Pois é, meus últimos dias de Manaus, e não consegui ver o boto... Eram muitas horas de viagem até Nova Airão, e sei lá, desencanei, ia deixar pra Santarém... Daí, acabamos indo ver o encontro das águas (o que foi bom, esperava ver na viagem pra Santarém, e lá o rio estava todo virado... ). É interessante, a paisagem é bonita, é o passeio mais turista, mas estava de bobeira.

Daí descobri que muito do que vendem em Manaus é fake. As vitórias-régias me pareceram fakes, a cobra, totalmente fake, e a preguiça, e o jacaré amordaçado que nem tive coragem de por a foto. De repente, a gente tem muita vontade de se envolver com a selva, mas cai na real que talvez ela não queira se envolver com a gente. Todo mundo vê jacaré, mas ninguém vê onça. Esse animais que tiramos fotos são escravizados por crianças, provavelmente escravizadas pelos pais, provavelmente escravizadas por uma miséria que a gente não entende... Me senti bem mal em participar desse círculo vicioso - eu fui escravizada pelo meu consumo de turismo, pelo desejo do exótico que hoje sei que não quero fazer parte de verdade - é bom de olhar, mas não viveria esse mundo. Manaus é outro mundo, e apesar de me esforçar, não fui capaz de apreender qual é a Amazônia de verdade. Por isso se um dia puderem, venham e me contem.

Mas como a Mary Fran mandou eu desencanar, deixei de sofrer, me consolei com o fato de que pelo menos peguei a cobra, e continuei. No último dia de Amazonas, fomos para Presidente Figueiredo, onde a cidade é bem mais bonita que o nome, conheci pessoas bacanas, fui nas cachoeiras, e nada de boto... Só isso me entristece... Até mesmo porque ele podia virar um moreno alto dos olhos verdes... único boto que vi foi o Ricardo, meu companheiro de viagem, que de tanto sol ficou cor-de-rosa... Mas não vale... Cést la vie! A próxima parada foi Santarém, já terras do Pará!

Nova Olinda, um sol para cada habitante

Esse eh o meu amigo Helter, o meu guia para o Amazonas de verdade! Foi bem bacana os dias que passei com ele.

Essa eh Nova Olinda do Norte, assim, bem no meio do caminho do Rio Madeira.

Assim, o interior foi bem diferente... Tá, não vi grandes feras, mas tudo é muito diferente... Viajar de barco foi bem diferente, o barco lotado... nem mexia a rede. Voltar de barco foi uma delícia, o barco vazio, a rede balancando (tanto que tinha que segurar na parede), que quando chegamos antes da hora, nem queria descer...

Atar a rede é uma arte... dormir nela é só costume.

Conheci muita gente legal por ali. Um calor inexplicável - de abrir a janela, ver a claridade e desistir de tudo... O Helter me disse que em Nova Olinda tem um sol pra cada habitante... E que a gente ganha um quando vai lá, e que ele brilha na sua cabeça só pra vc... Pois é, acho que ganhei um, e ele ficou dias... ficou uns dias sem chover, ave césar!!

Experimentei o tacacá. É bem diferente. É uma sopa, no maior calor do mundo. Vai o tucupi, que é um caldo bacana, uns camaroes secos, uma folhas de jambu e a goma. A goma não é bacana, mas a gente dá um jeito. O jambu amortece a boca... Primeiro a lingua fica estranha, depois a boca, depois nao consegui acabar de comer... É uma experiência diferente. A gente também acostuma.

Outra coisa legal (mais legal até) é o tucumã. É um coquinho com gosto parecido com nada que consiga associar... Mas é bem gostoso na tapioca, que minha mãe chama de beiju. Andei comendo bastante.

Pra fechar Nova Olinda com chave de ouro, conheci uma menina no barco, que trabalha em Manaus com Turismo, e me deu uma aula de história sobre a região. (Já encontraram petróleo em Nova Olinda!! não era de boa qualidade, mas rendeu história...) E me fez ficar aperreada numa canoa, depois de um pé d'agua que deixou o rio virado, a canoa balançando, o rio jogando água na gente, e ela chamando todos os santos do céu, me empurrando pro lado, repetindo que o rio tava cheio de jacaré... a volta tbm foi um barco, um onibus, um barco, um onibus, um barco, e um ônibus errado que me fez conhecer a ZL de Manaus, assim bem igual a nossa... hehe

Conheci muita gente legal por aqui, o povo é bem bacana!!!

domingo, 20 de janeiro de 2008

Amazon Experience

No barco, a luz reflete no rio, não dá para abrir o olho!!

Pessoas do bem, nao fui pra selva, mas nos últimos quatro dias vivi a verdadeira "Amazon Experience"

Fui de Manaus ate Nova Olinda com meu novo amigo Helter - um taxi-lotacao, um barco, um onibus, um barco, outro onibus, outro barco...
O Caminho

Nao satisfeito, fomos ate Borba (onde tem uma estatua enorme de Santo Antonio - quem sabe caso... hehe) - mais oito horas de barco, viajando de rede... imagina um barco cheio... imagina ele mais cheio agora... entao, ahi la no meio colocamos nossas redes... Alguem fala pra Mary Fran que foi a experiencia antropologica... Se eu chegar a Belem inteira viajando de rede, nada mais me afetara na vida... hehe
Borba

As cidades sao muito no meio do nada. Assim horas (muitas horas) de barco, e uma cidadezinha. mas o que importa eh que o BB 200 anos chegou a Borba!! tem agencia la!! - o BB ta fazendo 100 anos de Amazonia, e tiveram o dom de colocar uma faixa enorme na frente do Teatro Amazonas... estragou a fachada... ainda bem que tirei fotos antes...
Falando em BB, alguem me conta o que esta acontecendo com a Vale do Rio Doce!!! Vou ter um infarto!!!

outra coisa - o que eh agua vanadica (int) - sempre ta dizendo no rotulo da agua - fluoretada, vanadica e hipotermal na fonte...

Essa foi so a ida, mas preciso comer... se der, volto mais tarde!!

Ah! Meus agradecimentos ao Helter e todo mundo que conheci no caminho... foi bem legal...

beijos!! to bem!!! com mais umas picadas de mosquito, mais morena... e morta de cansada!

Tava difícil fazer cara de que tudo era normal... hehe

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Mas só chove chove...

Foi só comprar a capa, parou de chover, claro!!!

Os dois últimos dias se resumem a isso - Tomei chuva, tomei picada de mosquitos, chuva, mosquitos, chuva, mosquitos... Mas andei por aí, tomei um outro suco bacana - de Camu Camu, um sorvete gigante de Taperebá (não era taberada, sorry) e achei uma lan com pontuação no teclado...

Amanhã me separo temporariamente dos companheiros de aventuras que encontrei por aqui, e não tirei nenhuma foto bacana de ontem pra hoje que esteja por aqui...

Vou para o interior com o amigo da minha amiga, que já considero meu amigo... hehe e segunda vou para Santarém provavelmente... mas tentarei dar notícias antes. Mas se não der não se preocupem, está tudo bem...

Mais uma coisa, não sei como comentar comentários, mas podem continuar escrevendo, daí vejo que meu trabalho não é em vão.

Flau, não quero ser isca de onça, mais legal o ritual antropofágico, não estregue minha alegria...
Binha, estava muito acompanhada para falar com o Drummond... tinha motivos para manter a aparência...

Valéria sua ingrata, se vc não se der ao trabalho de passar por aqui e ficar me escrevendo, o Pedro não ganha um tucano...

Beijos beijos, vou embora pra um museu, a única coisa que tá dando pra fazer com essa chuva...

Ah! o Ricardo com a Ju me compraram uma capa de chuva enorme, e eu estou por aqui de chinelo e ela, depois mando fotos - muito feio!!

Tenho conhecido pessoas bacanas!!

bjs desculpe os erros mas estou correndo!!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Quem sai em Manaus é para se molhar...


O Teatro Amazonas e eu!!!


Depois de muita chuva no Inpa, com o Ricardo e o Portuga!






Lembra quando na aula de Geografia o professor dizia que nas florestas tropicais chove todos os dias... entao, muito verdade... tome chuva por aqui!! mas é bom, fica menos quente, porem nada afasta os mosquitos...

Putz, já tem tanta coisa pra contar... tentemos:

O teatro amazonas é muito lindo!!! nao só fui la como assisti um concerto!!! Deni e Wilson, lembrei muito de vcs, só nao consegui lembrar de nada que me ensinaram.. hehe mas é tao emocionante quanto a Mangueira (menina sem parametros...)

como em toda viagem, comprei hj uma camera!! tomara que ela volte comigo...

O rio Negro é um mar... Assim, to achando que o Tejo já nem é mais tudo isso... tomei muito banho por lá já....

Comi peixe, tomei picadas de mosquitos, tomei chuva, e mais picadas de mosquitos, tomei guarana com um monte de coisas, e mais picadas de mosquitos... tem um suco de Taberaba aqui que é ótimo

Ontem, debaixo de muita chuva, pisei descalça o chao de manaus... chuva e terra... poucas vezes me senti tao bem...

Hoje fui a praia da Lua... e tome chuva... hehe

Ah, depois continuo, to sem inspiraao, e com muita fome!!!

Só mais uma coisa - as pessoas sao bem bacanas!!! Até o cara da farmacia deu informacao, o bilheteiro do Inpa era um senhor super bacana que leu a Lingua de Eulalia, e estou a quatro dias respirando - nem sinal de sinusite... e isso é muito bom...

Tambem sarei do barato que tinha antes de viajar... devia ser tedio!!!

Por fim, uma historia estranha:
Conhecemos na praia uma mulher que nos ofereceu seu sitio na selva, sem luz, onde seu filho disse que o pai mata onca e eles comem... e deixou um celuluar com a gente, com os tels mais estranhos.... Eu nao assisti Turistas, mas sei da historia e isso nos manteve inteiros - ta vendo como Hollywood é sobrevivencia?? hehe... Acho que ela queria um ritual meio antropofagico... hehe


as pessoas continuam nao falando Portugues...

Beijos, e sinto muito, mas ainda nao estou com saudades de Sampa!!!

domingo, 13 de janeiro de 2008

Cidade Pacata

Indo para a praia da lua em Manaus - e tome chuva...



Enquanto não acho o boto, ai vai o Peixe-boi... Ponta Negra, praia do Rio Negro, em Manaus



ih varias historias... ontem resolvemos achar um forró... festa estranha com gente esquisita....
fomos pra festa na praca, duas brigas em cinco minutos....
voltamos palidos para casa.... e perdi meu medo de onça... perto de grandes cidades a selva nao é nada...

mas já arrumei companheiros de aventura, ja discuti lingua Portuguesa com um Portugues, já fiz um monte de gente provar carambola... e continuo morrendo de calor!!!


A Ju e o Ricardo, que estão me aguentando por aqui!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

E Manaus

O "Staff" do bem do albergue de Manaus.

Primeiro, liguei pra reservar o albergue e o cara perguntou se eu falava Ingles (pq ele nao falava Portugues...)
Depois de correr como uma louca, (mas entregar o trabalho da ana Maria), perder o onibus para o aeroporto, pedir pelo amor de Deus quase chorando para o taxista me levar com um mega desconto, pagar o taxi no cartao(!!! tempos modernos!!!), cheguei no aeroporto, o voo atrasou 40 min e ainda cheguei uma hora antes... Com direito a motorista me esperando com plaquinha escrita com meu nome e tudo!!!
Duas horas de diferenca o fuso aqui... o que me dá duas horas a mais de sono, por isso estou acordada ainda...
Bastante calor, as pessoas bem simpaticas - do taxista ao recepcionista, e a ver o que me espera!!!
Só tem gringo nesse lugar!!! engracado que para mim isso era o auge do Brasil, nossa maior representacao... Sera que a Amazonia já é parte mesmo dos EUA e ninguem me avisou???
Aiai

Andar Andar pelas ruas do Rio

Nao sei se a cidade me lembrou a musica, ou se a musica me lembrou a cidade (tbm nao sei onde estao os acentos...) mas comecei essas férias bem assim, anadando pelas ruas do Rio...

A dizer:
Depois que o taxista parou o carro e foi me explicar no meu mapa como chegar no Cristo, tenho que mudar meu conceito: os cariocas sao bacanas...

Até o mendigo interompeu seu papo com Drummond pra deixar a gente tirar uma foto...

Eu nem sei se gosto de samba tanto assim, mas a Mangueira te dá um negocio...

Depois da segunda batida, todo Paulista samba...

As meninas do Rio continuam magras malhadas e lindas... Gracas a Deus, os meninos também...

E devia ter um decreto proibindo em qualquer cidade fazer mais de 30 graus, a menos que estejamos na sombra tomando agua de coco na beira do mar...

Andei muito no Rio, o centro é bem bonito, os doces da confeitaria Colombo sao realmente bons, e o CCBB de lá dá tres do nosso...

Ro, Lu e Ivan, ainda bem que eu nao tenho juizo, porque foi muito bom viajar com vcs!!! Beijos!!

Depois corrijo e complemento, nao sei onde anda minha cola... hehe